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Comandado por Giacomini, Galo sofre quinto revés no Horto na Série A

Em primeira partida depois da demissão do técnico Roger Machado, o Atlético amargou mais uma derrota em casa pelo Campeonato Brasileiro. Comandado interinamente por Diogo Giacomini, o Galo entrou em campo com poucos titulares recorrentes – Fábio Santos, Rafael Carioca, Marlone, Robinho e Fred – e acabou batido pelo Vasco, neste domingo, no Independência, por 2 a 1. O atacante Paulinho, de apenas 17 anos, brilhou no Horto e anotou os dois gols cruz-maltinos. O volante Yago, em belo chute, fez o do time mineiro.

Esta foi a quinta derrota do Atlético em nove jogos como mandante no Brasileiro – e a terceira consecutiva diante da torcida. A campanha atleticana na competição inclui cinco vitórias, cinco empates e seis reveses.  O novo resultado negativo deixa o Alvinegro na 13ª colocação, com 20 pontos em 16 rodadas disputadas. Já o Vasco sobe ao oitavo lugar, com 23 pontos.

O Atlético volta a campo na próxima quarta-feira, às 19h30, no Rio de Janeiro, em confronto decisivo com o Botafogo pelas quartas de final da Copa do Brasil. Com a vantagem do empate para chegar à semifinal da competição, o time mineiro deverá ser treinado por Rogério Micale, substituto de Roger Machado. Pelo Brasileirão, o desafio seguinte do Galo é diante do Coritiba, no Couto Pereira, às 16h, no domingo que vem. No dia seguinte, o Vasco terá pela frente o Atlético-PR, em casa.

O jogo – Um dos poucos titulares do Atlético em campo contra o Vasco, Fred sofreu uma fisgada na panturrilha direita logo aos dez minutos de jogo e precisou ser substituído por Rafael Moura. Galo levaria um golpe ainda pior três minutos mais tarde. O argentino Escudero lançou Paulinho, na grande área. O lateral-direito Alex Silva falhou na tentativa do corte, o jovem atacante aproveitou e tocou na saída do goleiro Giovanni: 1 a 0.

O gol vascaíno parecia o prenúncio de mais uma derrota do Atlético em casa no Brasileiro. No entanto, a equipe comandada por Diogo Giacomini reagiu e conseguiu o empate aos 17 minutos. Yago desarmou Bruno Paulista na intermediária, avançou, viu Martín Silva adiantado e bateu com categoria. A bola tocou no travessão e quicou dentro do gol sem estufar a rede. O goleiro uruguaio pegou a bola rapidamente, tentou sair jogando, mas o árbitro confirmou o belo gol atleticano no Independência: 1 a 1.

O Atlético teve chance de virar o placar aos 23 e 33 minutos. Na primeira, Otero, em cobrança de falta, levantou a bola para a área, e a zaga cruz-maltina afastou mal. A sobra ficou com Rafael Moura, na marca do pênalti, mas o arremate explodiu na defesa. Na outra oportunidade, o Galo apertou novamente a saída de bola adversária – a exemplo gol de empate. Marlone ficou a bola e passou para Robinho, que cruzou para a área. A defesa carioca desviou, e a bola saiu rente à trave esquerda de Martín Silva.

O Vasco também assustou o Atlético em dois momentos. Aos 32min, Bruno Paulista tomou a bola de Rafael Carioca e chutou de longa de distância, mandando à direita do gol de Giovanni. Dois minutos depois, o atacante Paulo Vitor finalizou forte da entrada da área, e Giovanni espalmou para o meio da área. Mateus Vital tentou completar, mas o árbitro assinalou impedimento.

O Atlético voltou com mudança para o segundo tempo: Cazares no lugar de Robinho. O equatoriano entrou ativo e deixou Rafael Moura e Jesiel na cara do gol. As finalizações, no entanto, foram nas mãos de Martín Silva, em boa defesa, e pela linha de fundo. O Galo aumentou a pressão em busca da virada, e Giacomini decidiu realizar a última alteração: Otero deixou o campo para a entrada de Luan. No Vasco, Milton Mendes sacou Escudero e Bruno Paulista, lesionado, e colocou Guilherme Costa e Wellington.

Após a alteração para deixar o time mais ofensivo, o Atlético sofreu o segundo gol no jogo. O garoto Paulinho recebeu na entrada da área e arriscou o chute. A bola encobriu Giovanni e entrou no ângulo esquerdo: golaço do Vasco. 2 a 1 no Horto.

O segundo gol atordoou o Atlético. A equipe teve muita dificuldade para criar as jogadas e chegar à grande área adversária. Um raro momento de perigo foi o forte chute de Cazares de fora da área, já aos 44 minutos Porém, sobre o travessão. Nos acréscimos, a torcida voltou a protestar contra o time, novamente batido em casa, aos gritos de ‘vergonha, vergonha’.

*Estado de Minas

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Raposa teve mais posse de bola, porém não conseguiu balançar a rede. Com o resultado, time celeste permanece com 22 pontos, na nona colocação

O Cruzeiro dominou o Avaí. Teve 68% de posse de bola, jogou durante grande parte dos 90 minutos no campo de ataque e finalizou cinco vezes mais que o adversário (25 a 5). No entanto, o que vale mesmo é a bola na rede. Mesmo atuando com a equipe titular, a Raposa não conseguiu isso. O Leão sim. Num lance isolado na etapa inicial, os catarinenses marcaram com o atacante Júnior Dutra, aos 21min, e venceram por 1 a 0, neste domingo, na Ressacada, em Florianópolis, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Um erro do árbitro Flávio Rodrigues de Souza no segundo tempo foi capital para a primeira vitória do Avaí sobre o Cruzeiro na história do confronto, que até então registrava três triunfos mineiros e cinco empates. Aos 15min do segundo tempo, Elber foi lançado por Arrascaeta e levou um soco do goleiro Douglas na grande área. Nem o juiz e muito menos seus assistentes viram infração na jogada, o que gerou muita reclamação do banco cruzeirense.

Mas o domínio sobre o oponente poderia ser suficiente para uma vitória da equipe de Mano Menezes, que desperdiçou boa oportunidade de voltar ao G6. Derrotada, estacionou na nona posição, com 22 pontos.

Na próxima quarta-feira, às 21h45, o Cruzeiro enfrentará o Palmeiras, no Mineirão, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na ida, em São Paulo, no dia 28 de junho, houve empate por 3 a 3. Pelo Brasileiro, o compromisso da 17ª rodada será diante do Vitória, domingo que vem, às 19h, também no Gigante da Pampulha.

Já o Avaí, que subiu do 18º para o 17º lugar (17 pontos), jogará contra o Verdão às 19h do próximo sábado, pelo Brasileiro, no Allianz Parque.

O jogo

Nada de time alternativo. Mano Menezes escalou o Cruzeiro com os titulares. A exceção foi Ariel Cabral, que foi poupado e ficou no banco de reservas. Lucas Silva permaneceu no meio-campo ao lado de Henrique, e Rafael Sobis entrou no ataque junto de Sassá. No embalo de sua força máxima, a Raposa pressionou o Avaí desde o começo. Aos 6min, Henrique chutou de longe e exigiu grande defesa de Douglas. Thiago Neves também tentou do meio da rua, aos 17min, e o goleiro avaiano espalmou para escanteio.
Parecia fácil para o Cruzeiro, que tocava a bola com tranquilidade no campo de ataque e passava a impressão de que faria o gol a qualquer momento. Só que o Avaí tratou de surpreender e abriu o placar em seu único ataque, aos 21min. Leandro Silva cruzou rasteiro do lado direito, Pedro Castro furou e Júnior Dutra conseguiu a finalização para as redes: 1 a 0.
Os 65% de posse de bola e os quase 300 passes trocados no primeiro tempo não adiantaram muito para o Cruzeiro. Os comandados de Mano Menezes chegavam perto da área adversária, mas falhavam no último passe. Aos 43min, Sassá desperdiçou chance de ouro ao furar, de dentro da pequena área, a bola cruzada por Thiago Neves em cobrança de escanteio.
Mano Menezes manteve a formação do Cruzeiro para o segundo tempo, porém decidiu modificar a estrutura aos 11min. O volante Lucas Silva – que não fez boa partida – deu lugar a Arrascaeta, que se recuperou de torção no joelho direito e voltou a atuar depois de quase dois meses. Logo em suas primeiras participações, o uruguaio deu bons lançamentos e deixou os companheiros na cara do gol. Numa dessas jogadas, Elber sofreu pênalti do goleiro Douglas, mas o árbitro Flávio Rodrigues de Souza considerou o lance normal e não assinalou a infração – na sobra, Sassá foi travado pelo zagueiro Alemão. Os cruzeirenses, com razão, protestaram muito.
A pressão celeste em busca da igualdade continuou intensa. Aos 16min, Thiago Neves apanhou rebote dentro da grande área, bateu cruzado e obrigou Douglas a se esticar para evitar o gol de empate. No decorrer da etapa final, Mano acionou Raniel e Rafael Marques nas vagas de Sassá e Thiago Neves. Em duas faltas sofridas por Raniel, a Raposa esteve perto de somar ao menos um ponto. Aos 36min, Sobis tirou da barreira, mas chutou para fora. Aos 41min foi a vez de o goleiro Douglas saltar no ângulo esquerdo para evitar que a conclusão de Arrascaeta ganhasse as redes. O Cruzeiro bem que tentou, mas foi batido pelo antepenúltimo colocado e continua fora do G6 da competição.
*Estado de Minas
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Galo superou momento de instabilidade no ano e venceu os últimos três jogos

Melhor primeiro colocado da fase de grupos da Copa Libertadores, o Atlético chega embalado para o confronto de ida das oitavas de final da competição, contra o Jorge Wilstermann, às 21h45 desta quarta-feira, no Estádio Félix Capriles, em Cochabamba, na Bolívia. O Galo superou um momento de instabilidade na temporada, acumula três vitórias seguidas – quatro triunfos e um empate nos últimos cinco jogos – e, mesmo desfalcado, chega com um elenco forte para o duelo contra os bolivianos.

Para a partida em Cochabamba, o técnico Roger Machado não poderá contar com os titulares Leonardo Silva, lesionado, e Marcos Rocha, recuperado de lesão muscular, mas que não foi relacionado. E alguns dos reservas imediatos na defesa também estão vetados ou sendo poupados por desgaste físico, como é o caso de Luan. Felipe Santana, Erazo, Rodrigão, Carlos César e Lucas Cândido estão em tratamento no departamento médico do clube.

Na zaga, para fazer dupla com Gabriel, a escolha do comandante alvinegro é o jovem Bremer, campeão da Copa do Brasil Sub-20 com o Galinho e que entrou bem nas vitórias sobre a Chapecoense, fora de casa, e no clássico 500 contra o Cruzeiro, no domingo, no Independência, ambas pelo Campeonato Brasileiro. Na lateral direita, como também perdeu Carlos César, Roger tem Alex Silva, que teve o retorno solicitado pelo Atlético após empréstimo ao América.

Tanto Bremer quanto Alex Silva, além de Roger Bernardo, Valdívia e Marlone, não estavam no grupo de inscritos para a primeira fase da Libertadores e entraram na lista de seis trocas para as fases finais. O Atlético ainda deixou aberta a última alteração, que pode ser feita antes do confronto de volta das oitavas de final. A partida decisiva contra o Jorge Wilstermann está marcada para o dia 9 de agosto, no Independência.

Durante o treino de reconhecimento no gramado do estádio Félix Capriles, o técnico Roger Machado adiantou como será a postura do Galo nesse duelo de ida das oitavas. “Quero que a gente faça uma partida segura, madura, com inteligência, que saiba o momento certo de impor velocidade, de ter a bola, de contra-atacar e de propor o jogo. Aqueles que se credenciaram para estar nessa fase é porque fizeram jus. Nosso adversário é forte em seus domínios e a gente tem sido forte fora de casa também. Isso nos dá confiança”.

Jorge Wilstermann

O rival do Galo aposta suas fichas em uma vitória nesta primeira partida nas oitavas de final da Copa Libertadores. Com o fator altitude – o Estádio Félix Capriles está localizado a 2.560 metros de altitude, na cidade de Cochabamba –, a equipe boliviana tem 100% de aproveitamento em casa na competição. Na fase de grupos, venceu Peñarol, Atlético Tucumán e Palmeiras jogando como mandante.

Dos jogadores do Wilstermann, dois são conhecidos do futebol mineiro. O zagueiro Alex Silva, com passagem pelo Cruzeiro, e o armador Carlinhos, ex-URT, estão no elenco do clube boliviano e podem enfrentar o Galo. O primeiro será titular, enquanto o segundo deve ficar no banco. Os bolivianos contrataram três atletas para as oitavas da Libertadores: Serginho, Carlinhos e Óscar Vaca.

*Estado de Minas

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Centroavante fez dois gols e meia marcou um no triunfo do Galo de virada, por 3 a 1, no Independência. Raposa, por sua vez, segue instável na competição

O centroavante Fred e o meia Cazares foram os protagonistas do 500º clássico entre Atlético e Cruzeiro, que foi disputado neste domingo, no Independência, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de começar de maneira apagada, a dupla acordou a partir de 30 minutos da etapa inicial e deu show diante da maioria alvinegra nas cadeiras do estádio. Enquanto o armador equatoriano balançou a rede em cobrança de falta, o camisa 9 deu uma aula de posicionamento ao se livrar dos defensores celestes e fazer dois gols sem nenhuma marcação, sendo um com assistência de Cazares. A Raposa, que dominou o primeiro terço do confronto e caiu significativamente de produção no restante do embate, anotou seu tento com Thiago Neves.

O resultado de 3 a 1 fez o Atlético dar grande salto na classificação: saiu do 14º lugar e assumiu a sétima colocação provisória, com 16 pontos. Nesta segunda-feira, o time cairá para oitavo, pois Fluminense e Chapecoense se enfrentam no Giulite Coutinho, às 20h, e um desses clubes ganhará a posição do alvinegro indepenentemente do resultado do jogo (veja como está a tabela do Campeonato Brasileiro).

Já o Cruzeiro desceu do 10º para o 13º lugar, com 14 pontos, e continuou instável no Campeonato Brasileiro. A equipe de Mano Menezes, que começou bem o Brasileiro e chegou a figurar no G4 nas três primeiras rodadas, amarga o quinto revés e fica cada vez mais distante da primeira metade da tabela. A distância para o São Paulo, primeiro da zona de rebaixamento, é de apenas três pontos.

Os dois clubes voltam a campo pelo Brasileirão no próximo domingo, às 16h, pela 12ª rodada. O Galo visita o Botafogo no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e o Cruzeiro recebe o Palmeiras, no Mineirão. No meio da semana, o Atlético viajará para a Bolívia, onde enfrenta o Jorge Wilstermann na quarta-feira, às 21h45, no Estádio Felix Capriles, em Cochabamba. Esse compromisso valerá pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa Libertadores.

O jogo
Quando a bola rolou no Independência e as equipes ainda começavam a esquentar, o Atlético perdeu sua principal referência no setor defensivo. Leonardo Silva sentiu fisgada na coxa direita e precisou ser substituído. Bremer, de 20 anos, foi o escolhido por Roger Machado para entrar no clássico. O Cruzeiro, claro, aproveitou-se da situação. Pelo lado esquerdo, onde concentrou seus ataques, o clube celeste achou o mapa da mina. Aos 5min, Alisson partiu para cima de Alex Silva, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Como Bremer não conseguiu fazer o corte, Thiago Neves chegou com tudo na pequena área e bateu firme para as redes. Victor até tocou na bola, mas não conseguiu defender: 1 a 0.
O gol aumentou ainda mais a empolgação cruzeirense. O time de Mano Menezes manteve a posse de bola e colocou o rival na roda. Thiago Neves, aos 8min, experimentou em cobrança de falta de longa distância e obrigou Victor a trabalhar. Lucas Romero, aos 9min, também arriscou de fora da área. Aos 17min foi a vez do zagueiro Kunty Caicedo curtir a sensação de finalizar a gol. A bola, contudo, passou à direita de Victor. Aos 23min, Gabriel quase marcou contra o próprio patrimônio ao tentar afastar o passe do cruzeirense Robinho. Para alívio alvinegro, a redonda tocou no travessão e saiu em direção à linha de fundo.
Depois de amplo domínio, o Cruzeiro caiu no sono. O Atlético, por sua vez, resolveu acordar e passou a controlar as ações. Aos 28min, Cazares bateu da entrada da área e acertou o braço direito de Diogo Barbosa, porém o árbitro Anderson Daronco não assinalou pênalti. Fred, aos 37min, quase marcou de peixinho. Aos 39min, uma discussão generalizada entre os atletas paralisou a partida por alguns minutos. Assim que os ânimos se acalmaram, o Galo voltou ainda mais forte e criou quatro chances. Duas delas ganharam as redes. Na primeira, aos 47min, Cazares cobrou falta com perfeição, e Fábio – estático – observou a bola entrar: 1 a 1. Na segunda, aos 49min, Alex Silva ganhou de Diogo Barbosa na linha de fundo e rolou para trás. Fred, praticamente sozinho, teve apenas o trabalho de empurrar a bola para o gol: 2 a 1.
Se no primeiro tempo o clássico foi aberto e com boas oportunidades para ambos os lados, a etapa final começou truncada e com divididas ríspidas. Por estar à frente no placar, o Atlético recuou suas linhas e passou a esperar o Cruzeiro, que, por sua vez, sentiu dificuldades em função da marcação do adversário. Na bola parada, o Galo teve duas chances, ambas com Cazares, enquanto a Raposa tentou em chute de Thiago Neves.
Depois de mais de 20 minutos sem emoção, o Independência voltou a explodir de alegria aos 34 minutos. Cazares atacou pelo lado direito, passou facilmente por Leo e cruzou para Fred, que se posicionou de modo que não fosse atrapalhado por Caicedo e Ezequiel e cabeceou no contrapé do goleiro Fábio: 3 a 1. Na reta final do jogo, o Independência sofreu apagão geral e os refletores do estádio ficaram desligados por 14 minutos. Sanado o problema, o Atlético bloqueou qualquer tipo de reação do Cruzeiro, confirmou a ascensão no Brasileiro e complicou a campanha do rival.
ATLÉTICO 3X1 CRUZEIRO
ATLÉTICO
Victor; Alex Silva, Leonardo Silva (Bremer, aos 4min do 1ºT), Gabriel e Fábio Santos; Roger Bernardo, Yago (Adílson, aos 32min do 2ºT), Elias e Cazares; Robinho e Fred (Rafael Moura, aos 35min do 2ºT)
Técnico: Roger Machado
CRUZEIRO
Fábio; Ezequiel, Caicedo, Leo e Diogo Barbosa; Lucas Romero, Ariel Cabral, Robinho (Elber, aos 24min do 2ºT) e Thiago Neves; Alisson (Sassá, aos 35min do 2ºT) e Rafael Sobis (Ramón Ábila, aos 12min do 2ºT)
Técnico: Mano Menezes
Gols: Cazares, aos 47min, Fred, aos 49min do 1ºT e aos 34min do 2ºT (ATL); Thiago Neves, aos 5min do 1ºT (CRU)
Cartões amarelos: Fábio Santos, aos 11min, Robinho, aos 38min, Marlone (reserva), aos 50min do 1ºT. Roger Bernardo, aos 7min do 2ºT (ATL); Ábila (reserva), aos 6min, Rafael Sobis, aos 38min do 1ºT. Ariel Cabral, aos 6min, Caicedo, aos 28min do 2ºT (CRU)
Motivo: 11ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Independência
Data: domingo, 2 de julho de 2017
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael Alves e Elio Nepomuceno de Andrade (RS)
Assistentes adicionais: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS) e Daniel Nobre Bins (RS)
Pagantes: 17.251
Renda: R$ 569.140,00

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Armador tem aproveitamento superior ao de passagem anterior pelo Coelho

Renan Oliveira tem se mostrado mais produtivo em sua segunda passagem pelo América. Ao menos é o que dizem os números. Autor do primeiro gol da vitória por 3 a 0 sobre o Brasil de Pelotas, neste sábado, no Independência, pela 11ª rodada da Série B, o camisa 23 chegou a cinco tentos pelo clube em 2017 e se isolou na artilharia do elenco. O segundo colocado é Hugo Almeida – atualmente na reserva –, com quatro.

O quinto gol de Renan na temporada foi marcado aos 35 minutos do primeiro tempo. Ele apareceu rente à segunda trave e bateu de primeira, com o pé direito, a bola lançada em escanteio cobrado pelo lateral-esquerdo Pará. Com mais uma bola na rede, o meio-campista chegou ao terceiro tento em nove apresentações na Série B.

Na passagem anterior pelo Coelho, em 2014, Renan disputou 17 partidas e marcou apenas um gol. Sua especialidade na ocasião era servir aos companheiros – ele contribuiu com seis assistências. A equipe, que perdeu seis pontos no STJD por ter escalado de maneira irregular o lateral-esquerdo Eduardo, encerrou o torneio em quinto lugar, com 61 pontos, a um do quarto colocado Avaí.

Em 2017, ao que tudo indica, o América fará boa campanha na Série B e será um dos candidatos ao acesso. A goleada sobre o Brasil de Pelotas foi a terceira vitória seguida dos comandados de Enderson Moreira na competição. De quebra, o clube chegou a cinco partidas de invencibilidade e por isso ocupa o terceiro lugar, com 19 pontos. O líder Juventude soma 22.

Na próxima rodada do certame, o América visitará o Paraná Clube, às 21h30 da próxima sexta-feira, no Estádio Durival Britto, em Curitiba. Os paranistas também postulam a ascensão à elite, pois aparecem em sétimo lugar, com 16 pontos.

*Estado de Minas

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Galo precisa abrir vantagem em casa para buscar classificação no duelo de volta, marcado para 26 de julho, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro

O Atlético tem pela frente um adversário duríssimo pelas quartas de final da Copa do Brasil. Os comandados de Roger Machado enfrentam o Botafogo, às 19h30 desta quinta-feira, no Independência, no confronto de ida dessa fase. A equipe carioca é como uma pedra no sapato do Alvinegro em confrontos de mata-mata. Para superar o adversário e se garantir na disputa por uma vaga na grande decisão, o Galo precisa retomar as boas apresentações que a torcida se acostumou a ver no Horto.

O mando de campo historicamente foi aliado do Atlético. No entanto, a equipe tem deixado a desejar nos últimos jogos que fez no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. Em cinco duelos na competição, são duas derrotas, dois empates e apenas uma vitória atuando no Horto. Para avançar na Copa do Brasil, o Galo sabe que tem que fazer valer o fato de jogar o primeiro confronto em casa.

“É uma competição diferente, temos que estar atentos porque qualquer erro é fatal. No Brasileiro, temos a condição de reverter mais na frente. Na Copa do Brasil não é tão fácil. Temos que entrar focados e sabendo que, nesse primeiro jogo, podemos dar um passo importante para a classificação”, apontou Robinho, que irá dividir o setor ofensivo com Cazares, Luan e Fred.

O Galo sempre encontrou dificuldades quando enfrentou o Botafogo pela Copa do Brasil. Em três encontros pela competição, a equipe carioca acabou eliminando o Atlético – nas quartas de final de 2007 e 2008 e nas oitavas em 2013. Para Robinho, o histórico desfavorável não é levado para dentro de campo pelos jogadores.

“Cada jogo é uma história. Se o Botafogo levou vantagem, é porque mereceu e fez algo de bom. Agora vivemos outro momento e esperamos que esse jogo possa ser melhor para o Galo. Temos de entrar focados, sabendo que os números (de retrospecto) não importam. Dentro de campo são 11 contra 11”, disse.

Para o duelo, Roger Machado tem de volta sua dupla de zaga titular, com Leonardo Silva e Gabriel. O desfalque fica por conta da lateral direita. Com Marcos Rocha, Carlos Cesar e Alex Silva no DM, o treinador escolheu o volante Yago para fazer a função. Além do três laterais, Roger não pode contar com Giovanni, Felipe Santana, Erazo, Jesiel, Rodrigão e Lucas Cândido, todos também em recuperação de contusões. O comandante alvinegro ainda não tem as opções Valdívia, Marlone e Roger Bernardo. Esses reforços chegaram ao clube com as inscrições na Copa do Brasil já encerradas.

Botafogo em situação semelhante

Assim como o Atlético, o Botafogo vem de um trauma jogando em casa. No Nilton Santos, na última rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe carioca foi derrotada por 2 a 0 para o então lanterna Avaí. Agora, o clube da estrela solitária busca retomar o desempenho em mata-mata, como apresentado na Libertadores, para a Copa do Brasil. Para o primeiro duelo, o treinador botafoguense pediu que o time busque marcar gols na casa do adversário para levar um bom resultado para a volta, dia 26 de julho, no Rio de Janeiro.

“Temos que fazer um bom jogo, buscar gols, pois é importante para o regulamento, e conquistar um resultado que nos dê condições de fazermos uma partida mais tranquila na volta, no Rio de Janeiro”, disse Ventura.

ATLÉTICO x BOTAFOGO

Atlético
Victor; Yago, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias, Cazares e Luan; Robinho e Fred
Técnico: Roger Machado

Botafogo
Gatito Fernández, Emerson Santos, Joel Carli, Igor Rabello e Víctor Luís; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Camilo; Rodrigo Pimpão e Roger
Técnico: Jair Ventura

Motivo: jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Local: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data e hora: quinta-feira, 29 de junho de 2017, às 19h30

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa-SC) e Bruno Boschilia (Fifa-PR)

*Estado de Minas

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Time de Mano Menezes faz primeiro tempo perfeito, abre 3 a 0 no marcador, mas sofre com erros infantis na segunda etapa e leva empate do Palmeiras

Os primeiros 45 minutos do Cruzeiro no Allianz Parque, nesta quarta-feira, talvez tenham sido os melhores do time de Mano Menezes na temporada. Organizado, criativo e muito lúcido, abriu impressionantes 3 a 0 no placar do jogo contra o Palmeiras, válido pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. Na volta do intervalo, porém, foi justamente o contrário. Com falhas defensivas infantis, principalmente da dupla de zaga, o time assistiu ao alviverde controlar as ações de ataque e empatar ainda aos 19′ da etapa final. Com o 3 a 3 no marcador, o sabor amargo de uma partida de tempos distintos, apesar da vantagem mínima, ficou para os cruzeirenses.

O jogo de volta entre Cruzeiro e Palmeiras está marcado para 26 de julho, às 21h45. Com o resultado no Allianz Parque, a Raposa pode empatar por até dois gols no Mineirão que estará classificada para as quartas de final da Copa do Brasil. O time que avançar encontrará nas semifinais o vencedor do confronto entre Grêmio e Atlético-PR – no primeiro duelo, o Tricolor venceu por 4 a 0. Botafogo, Santos, Flamengo e Atlético são os outros clubes que seguem no torneio.

Após o duelo em São Paulo, o Cruzeiro volta suas atenções ao Campeonato Brasileiro e para o arquirrival Atlético. O clássico do próximo domingo, dia 2 de julho, válido pela 11ª rodada da competição, está marcado para as 16h, no Independência. O Palmeiras, por sua vez, recebe o vice-líder Grêmio, sábado, no Pacaembu.
Primeiro tempo
A rapidez marcou o começo do duelo entre Palmeiras e Cruzeiro no Allianz Parque. Tão logo o árbitro Jailson Macedo Freitas apitou o início da partida, o mandante saiu em velocidade. Velho conhecido do torcedor celeste, Willian finalizou bola na rede pelo lado de fora do gol de Fábio. Organizado, atento aos desarmes e com as três linhas muito próximas, o time de Mano Menezes não demorou a responder. E já com gol. Aos 6’, Alisson partiu em velocidade, encontrou Diogo Barbosa e o lateral-esquerdo voltou a servir Thiago Neves – como no jogo contra Coritiba. Sozinho, de frente para Fernando Prass, o camisa 30 marcou seu 9º gol pelo Cruzeiro: 1 a 0.
O tento marcado nos instantes iniciais do jogo não mudou as estratégias de Palmeiras e Cruzeiro. Enquanto o time de Cuca seguiu atacando a qualquer custo e sem eficiência, a equipe de Mano se concentrava na marcação e aproveitava os espaços dados pelo alviverde para assustar. O plano funcionou. Aos 19’, de forma letal, a Raposa ampliou o marcador. Sobis deu excelente passe para Lucas Romero, o volante foi à linha de fundo e serviu Robinho na área. Aplicando a ‘lei do ex’, o meio-campista marcou o 100º gol de sua carreira. 2 a 0.
Absolutamente eficiente, em noite até então quase perfeita, o Cruzeiro voltou a calar o Allianz Parque dez minutos depois. Lúcido e dono das melhores tomadas de decisões do jogo, Thiago Neves encontrou Alisson em velocidade, nas costas de Fabiano. O jovem atacante, de 24 anos, que renovou contrato com a Raposa por mais quatro temporadas nesta quarta-feira, mostrou frieza de atacante para finalizar por cima de Prass. 3 a 0. Na saída para o intervalo, clima de felicidade e certa surpresa entre os cruzeirenses. “Não esperávamos o domínio. A gente sabe a dificuldade de jogar aqui, mas sabíamos que teríamos oportunidades”, disse Robinho.
Segundo tempo
O jogo não perdeu sua característica de velocidade. Intenso atrás de diminuir o estrago, o Palmeiras voltou com o Borja na vaga de Guerra e viu funcionar uma substituição feita em função de lesão. O colombiano enfiou a bola para Dudu, que fez o pivô para Zé Robero. O experiente lateral errou o chute, mas a bola ainda sobrou para Dudu, que voltou a fazer valer a lei do ex, diminuindo o placar. 3 a 1. O gol deu ânimo ao Palmeiras, que partiu em busca do resultado.
Com ‘organização’ defensiva completamente diferente da primeira etapa, sentindo falta de Lucas Romero e com erros individuais da dupla de zagueiros, o Cruzeiro se mostrou entregue. Aos 15’, depois de disputa pelo alto na zaga, Dudu diminuiu ainda mais o placar. 3 a 2. No abafa, o time de Cuca conseguiu o empate quatro minutos depois, em nova oportunidade na sobra, desta vez em posição duvidosa. Willian, aquele, também fez valer a lei do ex3 a 3.

O empate acalmou os ânimos no Allianz Parque. Enquanto o Palmeiras diminuiu o ímpeto ofensivo, o Cruzeiro equilibrou as ações, mesmo sem mostrar qualquer poder de fogo com Ramón Ábila no comando de ataque. O argentino foi quase uma peça a menos na formação cruzeirense no período em que esteve em campo. Quando recebeu livre, aos 42’, desperdiçou chance clara. O placar final acabou com sabor amargo para os cruzeirenses que, apesar da vantagem mínima no chaveamento, buscaram um bom resultado fora de casa.
PALMEIRAS 3X3 CRUZEIRO
Palmeiras
Fernando Prass; Fabiano (Egídio), Yerry Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Thiago Santos e Tchê Tchê; Guerra (Borja), Dudu e Roger Guedes (Keno); Willian. Técnico: Cuca
Cruzeiro
Fábio; Ezequiel, Leo, Kunty Caicedo e Diogo Barbosa; Lucas Romero (Hudson), Ariel Cabral, Robinho (Ramón Ábila) e Thiago Neves; Alisson e Rafael Sobis. Técnico: Mano Menezes
Gols: Thiago Neves (aos 6’1ºT), Robinho (aos 19’1ºT), Alisson (aos 30’1ºT), Dudu (aos 6 e aos 15’ do 2ºT), Willian (aos 19’2ºT)
Cartões amarelos: Lucas Romero, Rafael Sobis, Hudson, Ramón Ábila (Cruzeiro); Thiago Santos (Palmeiras)
Público: 32.067 pagantes
Renda: R$ 1.996.242,72
Motivo: jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data e horário: 28 de junho de 2017 (quarta-feira), às 21h45
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA)
*Estado de Minas

 

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Regra de futebol número 18: um jogador sempre e invariavelmente será bem-sucedido nas partidas contra equipes em que já atuou. Procedimento: deverão ser escalados prioritariamente os ex-atletas da equipe rival, que terão a incumbência de marcar gols e garantir a aplicabilidade do regulamento.

Oficialmente, o livro de regras engloba apenas 17 normas que determinam os princípios gerais do futebol. Mas é o 18º “mandamento”, não-oficial, que mais preocupa torcedores de Cruzeiro Palmeiras a partir desta quarta-feira, às 21h45.

A temida e implacável “lei do ex” assombrará os vestiários do Mineirão e do Allianz Parque, que receberão os confrontos entre as duas equipes pelas quartas de final da Copa do Brasil. Afinal, são 13 personagens que podem, direta ou indiretamente, colocar em prática os desejos sombrios dos deuses do futebol.

Cruzeiro conta com quatro ex-palmeirenses: o zagueiro Leo, o lateral-esquerdo Fabrício, o meio-campista Robinho e o atacante Rafael Marques.

A lista alviverde de ex-cruzeirenses, por sua vez, é ainda mais extensa: o zagueiro Edu Dracena, os laterais-direitos Mayke e Fabiano, o lateral-esquerdo Egídio, o volante Felipe Melo e os atacantes Dudu e Willian. Além dos jogadores, completam a lista o técnico Cuca e o diretor de futebol Alexandre Mattos, bicampeão brasileiro com o clube mineiro em 2013 e 2014.

Em campo, os “ex” formariam quase um time completo (veja no campinho no início da matéria). A única ausência é a de um goleiro. A equipe comandada por Cuca seria montada, a partir da lateral direita, com Mayke (Fabiano), Leo, Edu Dracena e Egídio; Felipe Melo e Fabrício (improvisado no meio, função que já exerceu na carreira); Rafael Marques, Robinho e Dudu; Willian.

Quase “ex”

Outros dois casos chamam atenção nos elencos de Cruzeiro Palmeiras: os de Thiago Neves e Michel Bastos. Jogadores com carreiras vitoriosas e experiências internacionais, os meias poderiam encorpar o “elenco”.

Em 2007, Thiago Neves chegou a assinar pré-contrato com o Palmeiras após se destacar com a camisa do Fluminense. O negócio, no entanto, não se concretizou. O meia, então, foi para o Hamburgo, da Alemanha.

A história de Michel Bastos com o Cruzeiro é semelhante. O então diretor de futebol celeste Alexandre Mattos chegou a um acordo com o meia, que reforçaria a lateral esquerda do clube mineiro em 2014. A contratação não foi efetivada por conta da permanência do titular Egídio em Minas Gerais.

Os “ex”

Veja abaixo quando os personagens estiveram vinculados profissionalmente aos clubes:

Alexandre Mattos: Cruzeiro (2013-2014) e Palmeiras (2015-atualmente)
Cuca: Cruzeiro (2010-2011) e Palmeiras (2016; atualmente)
Dudu: Cruzeiro (2009-2011) e Palmeiras (2015-atualmente)
Edu Dracena: Cruzeiro (2003-2006) e Palmeiras (2016-atualmente)
Egídio: Cruzeiro (2013-2014) e Palmeiras (2015-atualmente)
Fabiano: Cruzeiro (2015-2016) e Palmeiras (2016-atualmente)
Fabrício: Palmeiras (2016) e Cruzeiro (2015-2016; atualmente)
Felipe Melo: Cruzeiro (2003-2004) e Palmeiras (atualmente)
Leo: Palmeiras (2010) e Cruzeiro (2010-atualmente)
Mayke: Cruzeiro (2013-2017) e Palmeiras (atualmente)
Rafael Marques: Palmeiras (2015-2017) e Cruzeiro (atualmente)
Robinho: Palmeiras (2015-2016) e Cruzeiro (2016-atualmente)
Willian: Cruzeiro (2013-2016) e Palmeiras (atualmente)

Estado de Minas

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Marlone anotou o gol do Galo, que, sob pressão, soube segurar o resultado

Foi sofrido, mas o Atlético, com o time reserva, venceu a Chapecoense neste domingo, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Roger Machado acionou uma formação alternativa para dar descanso aos titulares e a equipe não decepcionou. Demonstrando muita entrega na defesa, o Galo conseguiu o gol da vitória por 1 a 0 com Marlone, aos 11 minutos da primeira etapa.

O triunfo aumenta ainda mais o bom desempenho do Atlético fora de casa no Brasileiro. Em cinco jogos, são duas vitórias, dois empates de apenas uma derrota. O time agora tem que reverter as más apresentações no Horto para sonhar com as posições mais elevadas na tabela. O Galo chegou aos 13 pontos e está na 14ª posição. Com o mesmo número de pontos, mas uma vitória mais, a Chape é a 13ª colocada.

A vitória é de extrema importância para o Atlético. O resultado não deixa o time na zona de rebaixamento ao fim desta rodada, dá moral na competição e revela opções no grupo de jogadores, além de conseguir o descanso necessário aos titulares para a sequência na competição. No próximo domingo, o Galo recebe o arquirrival Cruzeiro, às 16h, no Mineirão, no grande clássico estadual. A Chape joga na segunda-feira, dia 3 de julho, contra o Fluminense, no Rio de Janeiro.

O jogo – Com um time recheado de garotos e reservas, já era esperado que o Atlético tivesse problemas técnicos e de entrosamento. Mas o Galo sofreu ainda mais, com lesões. No aquecimento, Giovanni sentiu dores na costela e deu lugar a Cleiton. Com três minutos de jogo, a equipe teve outra baixa. O zagueiro Rodrigão tentou proteger uma bola que saía pela linha de fundo e sentiu uma lesão na parte posterior da coxa esquerda. Bremer entrou para completar a defesa.

Aos 11 minutos, a marcação da Chapecoense falhou e deu grande espaço pela esquerda. Valdívia aproveitou boa jogada de pivô de Rafael Moura, saiu pela ponta e descolou cruzamento perfeito para Marlone. O camisa 92 se posicionou livre no meio da dupla de zaga adversária e cabeceou para tirar do goleiro Jandrei, abrindo o placar para o Galo na Arena Condá. 1 a 0. Depois do gol, os donos da casa foram para cima em busca do empate.

A Chape forçava a maioria das jogadas pelo lado esquerdo da defesa atleticana, explorando a marcação de Leonan. Aos 17′, Wellington Paulista escorou bom cruzamento de Rossi, mas finalizou mal e a bola saiu pela linha de fundo. O Atlético sentiu as investidas da Chape e tentou compactar sua marcação no campo de defesa. A estratégia, no entanto, forçou o Galo a abusar dos lançamentos. O time tentou a conexão longa em 40 oportunidades na primeira etapa – acertou 7 e errou 33 vezes.

Na etapa final, o Atlético voltou fechado e a Chapecoense mantinha a presença no campo ofensivo. O intenso bloqueio do Galo não dava muitos espaços, mas a Chape seguiu atacando e usava muitos cruzamentos. O jovem Cleiton mostrava segurança e conseguia agarrar a maioria dos lances que chegavam à área. Aos 11′, Roger Machado decidiu dar mais saída de bola ao time e promoveu a entrada  de Luan no lugar de Otero.

A pressão da Chape rendeu uma sequência de lances de perigo, principalmente em escanteios, aos 25 minutos. Em um deles, Lourency fez boa jogada pela esquerda, cruzou na área e Arthur Caike desviou de cabeça. A bola passou à direita do gol de Cleiton. Vagner Macini contava com quatro atacantes em campo, além dos laterais Apodi e Reinaldo, que jogam bastante avançados. O Atlético continuava muito recuado e não chegava ao campo de ataque.

O Galo só foi finalizar aos 32′, com Marlone, que recebeu de Marquinhos, na primeira jogada do garoto de 17 anos. Ele havia entrado no lugar de Valdívia um minuto antes. O camisa 92, no entanto, pegou mal na bola e ela saiu fraca para a defesa de Jandrei. As mudanças mais volume ao Atlético e a Chape, apesar de seguir no ataque, não teve forças para superar a barreira alvinegra. Fim de jogo, importante vitória alvinegra na Arena Condá.

*Estado de Minas

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Com reservas, Cruzeiro faz jogo apático, perde para Ponte e se afasta do G6 da Série A

Com derrota, Raposa completou três jogos sem vitórias no Brasileirão

Com nove reservas, o Cruzeiro abriu mão de dar sequência ao bom futebol que havia apresentado no segundo tempo da derrota por 1 a 0 para o Corinthians e no empate por 3 a 3 com o Grêmio, pelas últimas duas rodadas da Série A. Em jogo letárgico, a Ponte Preta fez valer a condição de mandante e derrotou a Raposa por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, no Moisés Lucarelli. O único gol do duelo foi marcado por Lucca, de pênalti, ainda na etapa inicial.

Surpreendentemente, o suspenso Mano Menezes, que assistiu ao duelo de um camarote, optou por poupar oito jogadores nesta quinta-feira – Ezequiel, Diogo Barbosa, Lucas Romero, Ariel Cabral, Robinho, Thiago Neves, Alisson e Rafael Sobis. O Cruzeiro ainda teve Murilo entre os defensores, já que Leo foi expulso na última rodada da Série A. Kunty Caicedo e Fábio foram os únicos titulares escalados. Com os suplentes, o time celeste foi desorganizado, desempenhou um futebol burocrático e completou o terceiro jogo sem vitória no Campeonato Brasileiro.

Depois do duelo em Campinas, o Cruzeiro retorna ao Mineirão para receber o Coritiba, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O compromisso, que marcará a estreia do novo uniforme da Raposa, está marcado para o próximo domingo, às 16h. Os ingressos já estão disponíveis para os torcedores. A Ponte, por sua vez, volta a entrar em campo dentro de seus domínios, em embate diante do Palmeiras, também no domingo, às 16h.

O jogo

Depois de protagonizar um dos melhores duelos do Campeonato Brasileiro, o empate por 3 a 3 com o Grêmio, no Mineirão, o Cruzeiro foi personagem de um jogo sofrível na noite desta quinta-feira. Sonolento, o embate entre Ponte Preta e Raposa (com nove jogadores reservas) teve sua primeira finalização apenas aos 36 minutos, quando o atacante Lucca sofreu pênalti infantil de Lennon, cobrou e abriu o placar do Moisés Lucarelli. 1 a 0. Antes disso, muitos erros de passe e pouquíssima inspiração de lado a lado.

Ainda que em marcha lenta, o início da etapa final mostrou alguma movimentação. Pelo Cruzeiro, Elber foi quem tomou mais iniciativa aproveitando a deficiência de marcação da Ponte Preta no lado direito. O camisa 23 foi o responsável pela primeira finalização, aos 8’. Aranha fez defesa importante. Três minutos depois, nova chegada perigosa da equipe celeste. Ábila recebeu lançamento, escorou de peito para Rafael Marques, mas o atacante se desequilibrou no momento da finalização.

Diante de um domínio ofensivo e maior volume de jogo do Cruzeiro, Sidnei Lobo, substituto de Mano no banco, mudou quase ao mesmo tempo duas peças de ataque. Promoveu a estreia de Sassá e trocou Ramón Ábila por Rafael Sobis. Apesar das novidades, o desempenho seguiu muito tímido, longe do que poderia ser caso os titulares tivessem recebido oportunidades desde o início da partida. O jogo, que certamente estará na lista dos piores da competição nacional, caminhou para o fim de forma melancólica.

*Estado de Minas

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