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Foi convocada uma sessão extraordinária para 10h desta sexta-feira (29) para votação em plenário do projeto que muda a CLT ( Consolidação das Leis do Trabalho)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou n o final da noite desta quarta (28), por 16 votos a favor, 9 contrários e 1 abstenção, o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista. Os senadores também rejeitaram todas as sujestões de emendas que foram destacadas para serem analisadas separadamente.

Sob protestos da oposição, a comissão aprovou o regime de urgência para o projeto ir para plenário. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), já comunicou que pautará a matéria imediatamente. Assim, ela poderá ser analisada já na sessão extraordinária convocada para as 10h desta sexta-feira (29) ou ficar para a próxima terça-feira (4), caso não haja quórum nesta quinta-feira.

Os debates sobre a reforma na comissão começaram pouco depois das 10h com a leitura dos seis votos em separado apresentados pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Eduardo Braga (PMDB-AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lasier Martins (PSD-RS), Lídice da Mata (PSB-BA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
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A leitura dos votos foi concluída às 16h30, quando os senadores começaram a fase de discussão da proposta. Mais de 12 horas após o início da sessão, o texto-base de Jucá foi votado e aprovado, sob protestos da oposição.

Para garantir a aprovação, o presidente Michel Temer encaminhou aos senadores uma carta na qual reafirmou seu compromisso de vetar seis pontos acordados previamente por Jucá com os senadores da base aliada. A regulamentação desses pontos será feita posteriormente por meio de medida provisória.

Entre os vetos sugeridos está o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.

Outra sugestão é vetar a alteração que permite que o acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, na qual o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 seguintes.  Em relação ao trabalho intermitente, foi recomendado veto aos dispositivos que regulamentam a prática na qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Nesse tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador.

Se os senadores aprovarem emendas ao texto da reforma, ela precisará retornar para última análise da Câmara, que poderão manter o projeto conforme enviado pelo Senado ou retomar integral ou parcialmente a proposta dos deputados. Para evitar esse processo, que postergaria a reforma, o governo busca o acordo para que a matéria seja aprovada sem alterações. (Com Agência Brasil)

*Estado Minas

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O presidente exigiu que fossem apresentadas ‘provas concretas’ e aproveitou para atacar o procurador-geral da República

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta terça-feira que é “vítima de ilação” e cobrou a existência de “provas concretas que o incriminem”. Ainda segundo ele, a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) é revanchismo com denúncias “frágeis”. Ele classificou a denúncia de “ataque injurioso, indigno, infamante à minha dignidade pessoal.” A fala durou cerca de 17 minutos. Boa parte da fala foi usada para atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“Vocês sabem que fui denunciado por corrupção passiva, sem jamais ter recebido qualquer valor, e não participei de acertos para receber ilícitos. Afinal, onde estão as provas concretas de recebimento desses valores? Inexistem”, afirmou. Ele ainda disse que não se preocupa com a parte jurídica, mas com a repercussão. “No momento em que estamos colocando o país nos trilhos somos vítimas desta infâmia de natureza politica”, disse o presidente.

Nessa segunda-feira, Janot denunciou o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. A acusação está baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. Esta é a primeira vez que um presidente no exercício do mandato é denunciado ao STF por corrupção.

Janot

Temer usou boa parte do tempo para insinuar que o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, teria  recebido valor indiretamente de um dos advogados de escritório especializado em fechar acordos de delação. Marcelo Miller já foi procurador e era muito próximo de Janot e deixou o cargo para atuar na iniciativa privada.

“Este senhor, que acabei de mencionar, deixa um emprego que é um sonho de milhares de jovens, abandona a Procuradoria para ir para uma empresa que faz delação premiada ao procurador-geral. Mas vocês sabem que há quarentena. Mas não houve quarentena nenhuma.”, disse.

O ex-procurador Marcelo Miller trabalhava com Janot, mas deixou o cargo. O peemedebista tentou insinuar que esse fato, usados os mesmos critérios, que segundo ele, embasaram a denúncia contra ele, levaria a crer que Janot poderia estar recebendo algum valor com o fechamento das delações. A PGR, no entanto, nega que Miller tenha participado das negociações com Joesley.

Associação

Outra estratégia do presidente foi a tentativa de associar a denúncia de irregularidades contra ele à instituição da Presidência da República. “Não fugirei das batalhas, nem da guerra que temos pela frente. A minha disposição não diminuirá com os ataques irresponsáveis à instituição Presidência da República, nem ao homem Michel Temer. Não me falta a coragem para seguir na reconstrução do Brasil e na defesa de minha dignidade pessoal”, disse.

Sobre a gravação da conversa que teve com o empresário Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, Temer afirmou que a gravação é uma prova ilícita e não pode ser aceita pela Justiça.

A denúncia de Janot foi enviada ao ministro Edson Fachin, relator da investigação envolvendo o presidente, e só poderá ser analisada pelo Supremo após a aceitação de 342 deputados federais o equivalente a dois terços do número de deputados da Câmara. O advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz, afirmou que presidente é inocente das acusações de prática de corrupção.

Em outro momento, Temer disse que disposição de causar instabilidade no país fez, inclusive, com que a PGR fatiasse a denúncia, criando uma espécie de ‘roteiro de novela’ com fatos, que não são necessariamente novos, sejam divulgados toda a semana.

*Estado de Minas

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Brasília, 25 – O presidente Michel Temer se reuniu neste domingo, 25, no Palácio da Alvorada, com o núcleo político do seu governo. Em meio às crises política e jurídica, o Planalto articulou as ações da próxima semana para tentar se sustentar e também para traçar a estratégia para o recebimento da denúncia que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar nesta semana.

Apesar de o encontro ter como pauta oficial as votações no Congresso, o Planalto confirmou que o advogado do presidente, Gustavo Guedes, também participou da reunião. De acordo com a lista oficial, divulgada nesta noite, ainda estavam presentes no encontro: Henrique Meirelles (Fazenda), Torquato Jardim (Justiça), Eliseu Padilha (Casa Civil), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Moreira Franco (Secretária-Geral da Presidência) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também participou do encontro. De parlamentares só participaram os líderes do governo no Congresso, André Moura, e na Câmara, Aguinaldo Ribeiro.

A denúncia será tratada como prioridade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se Janot optar por fatiar a denúncia, os pedidos devem, a princípio, ter tramitação em separado.

Temer precisa, portanto, organizar a base aliada para garantir os 172 votos necessários para barrar a denúncia no Congresso. No Planalto há uma maior ala que se mostra otimista em relação ao poder do governo em derrubar as denúncias na Câmara, mas alguns auxiliares já admitem que “na Câmara nada é tranquilo”.

Também advogado do presidente, Antonio Claudio Mariz disse neste domingo ao Broadcast Político que aguardará ter conhecimento do teor do relatório da Policia Federal sobre os áudios da conversa entre Temer e Joesley Batista para avaliar qual será a estratégia da defesa. Questionado se pretende contestar o laudo, Mariz disse apenas que está aguardando. “Nós estamos aguardando acesso ao laudo para nos pronunciarmos”, informou.

Neste sábado, Temer fez um bate e volta para a capital paulista, depois de chegar de viagem de cinco dias fora do Brasil, para se encontrar com Mariz. A informação não foi confirmada oficialmente pelo Planalto, que informou apenas que o presidente cumpriria uma “agenda privada”.

AGU

Neste domingo, pela manhã, Temer recebeu a advogada-Geral da União, Grace Mendonça, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente. Segundo apurou o Broadcast, Temer recebeu Grace para desmentir boatos sobre uma possível troca na pasta.

Na semana passada, circulou a informação de que a ministra seria substituída pelo sub-chefe de assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha. No dia, porém, Temer – que estava em viagem pela Noruega – pediu que um ministro ligasse para Grace e a tranquilizasse. Auxiliares do presidente disseram que a informação foi um fogo-amigo” contra a ministra, mas que ela conta com o respaldo e respeito do presidente até o momento.

*Estado de Minas

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Ações, com teste de bafômetro, recolheram carteiras de motoristas de 65 pessoas que dirigiam depois de beber e que apresentaram índices de teor alcoólico abaixo daquele considerado crime

As ações de fiscalização para inibir a perigosa mistura de álcool e volante resultaram na prisão de 13 motoristas por crime de trânsito, em blitzes da “Campanha Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida”, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), realizadas neste sábado e domingo em 20 cidades mineiras. Outras duas pessoas foram detidas, uma por posse de entorpecentes e outra em cumprimento de ordem judicial de prisão.

Os motoristas que foram presos dirigiam sob efeito de bebida alcoólica, com índices superiores a 0,33 miligramas por litro de ar expelido, conforme detectado no teste do etilômetro (bafômetro). Ainda, nas fiscalizações, 65 condutores tiveram a carteira de habilitação recolhida e receberam multas no valor de R$ 2.934,70. Eles foram flagrados no teste do bafômetro, com índices entre 0,05 e 0,33 mg/l. Nesse caso, a legislação prevê que se trata de infração de trânsito. Foram abordados 1.349 motoristas.

Em Belo Horizonte, as blitzes contaram pela primeira vez com o apoio do Centro de Comando e Controle Móvel (CICC Móvel) da Sesp. Trata-se de uma carreta com tecnologia de ponta, com 12 estações de trabalho e acesso à internet, que auxilia na tomada de decisões rápidas e estratégicas, possibilitando o acesso aos diferentes sistemas de segurança.

O CICC Móvel permitiu que os boletins de ocorrência das pessoas autuadas fossem confeccionados de imediato no local, com agilidade no processo e evitando o deslocamento de policiais militares e rodoviários federais e estaduais ao Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). “As ações integradas permitem uma comunicação eficiente e sistematizada” destacou o diretor-adjunto do Centro Integrado e Comando e Controle, Leonardo Caputo.

Omar Freire/Sesp-MG/Divulgação

A carreta também ofereceu o monitoramento visual, com câmeras de visão noturna, capazes de identificar as placas dos carros para consultas nos sistemas. De forma estratégica, a Inteligência da Sesp também estava presente no CICC Móvel.

As operações simultâneas da campanha “Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida”, coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), aconteceram nas cidades de Belo Horizonte, Montes Claros, Patrocínio, Barbacena, Divinópolis, Uberlândia, Pirapora, Timóteo, Juiz de Fora, Bom Despacho, Poços de Caldas, Uberaba, Pousou Alegre, Lagoa Grande, Unaí, São João Evangelista, Mantena, Capelinha, Governador Valadares e Lavras.

Omar Freire/Sesp-MG/Divulgação

Em BH foram 204 abordagens, com três presos por crime de trânsito e 32 por infração. Em Barbacena, Campo das Vertentes, que teve 46 abordagens, foram quatro motoristas embriagados e detidos por crime. Em Pouso Alegre, Sul de Minas, com 93 abordagens, foram oito infratores; e em Uberlândia, Triângulo Mineiro, com 189 veículos parados, seis foram notificados por infração.

Participaram das ações, de forma integrada, a Polícia Militar, Polícia Militar Rodoviária, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal, BHTrans, Sistema Prisional e Corpo de Bombeiros. As abordagens aconteceram dentro das cidades e em rodovias.

O estudante Waleson Junior, de 21 anos, foi um dos motoristas parados nas blitze. Consciente dos riscos trazidos pela combinação álcool e direção, ele não apresentou nenhum nível de teor alcoólico ao soprar o etilômetro. “Esse trabalho é muito importante para dar mais segurança ao trânsito. As pessoas precisam se conscientizar de que a imprudência pode matar. Se sabe que vai beber, não deve encostar a mão no volante”, ressaltou.

*Estado de Minas

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São Paulo, 24 – O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), afirmou que o apoio do PSDB ao governo não é ao presidente Michel Temer, mas ao Brasil. “Sem o apoio do PSDB, a governabilidade deixa de existir, isto é um fato, a solidez fica comprometida”, disse, após palestra em evento da XP Investimentos, na tarde deste sábado. “Não é a defesa intransigente, permanente, infinita do governo Temer. É a defesa do Brasil, da governabilidade”, justificou. O PSDB é um partido que dá “solidez e sustentação” ao governo, completou o prefeito.

Doria afirmou que está alinhado com o que pensa o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), de que é preciso manter a estabilidade do País, especialmente em um momento em que a economia começa a melhorar. Caso tenha “fato grave”, este apoio pode ser reavaliado. Mais cedo, durante evento em Barueri, Doria disse a jornalistas que a decisão sobre o eventual desembarque dos tucanos do governo Temer caberia à executiva do partido.

Para Doria, antecipar as eleições presidenciais seria “desastroso”. “Seria iniciar um debate enfraquecendo a governabilidade do País e colocando em risco não só as reformas, como a melhora econômica.” Durante a palestra na XP, que durou cerca de 40 minutos, ele foi bastante aplaudido, com gritos de “presidente” em alguns momentos. O prefeito disse que “está na política”, mas repetiu o discurso usado desde a campanha à Prefeitura de que não é político, e sim um gestor.

O prefeito afirmou que foi a “série de erros” dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff que o estimularam a deixar sua zona do conforto como empresário e entrar na política. “Dilma, desculpa, mas você é uma anta”, disse o prefeito, arrancando aplausos das quase 5 mil pessoas que lotaram o auditório do evento.

Sobre Lula, Doria disse que, se o petista for condenado, ele vai aplaudir a decisão, mas defende que o ex-presidente tenha a chance de disputar as eleições em 2018. “Se ele for impedido de concorrer, há o risco de se criar um mártir”, avaliou. (Altamiro Silva Junior – altamiro.junior@estadao.com)

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Autoridades dos EUA alegam que ação é motivada por preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano

O secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, anunciou nesta quinta-feira, 22, a suspensão de todas as importações de carne bovina in natura do Brasil, por causa de preocupações recorrentes em relação à segurança do produto destinado ao mercado norte-americano. A suspensão ficará em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil adote medidas que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) considere satisfatórias.

Desde março, o Serviço de Segurança Alimentar e Inspeção (FSIS) do USDA inspecionou 100% da carne in natura vinda do Brasil, e rejeitou 11% desses produtos. O número é bem maior do que a taxa média de rejeição de 1% para a carne importada de outros países, disse o USDA. Desde o início das inspeções mais rigorosas, foram rejeitados 106 lotes de produtos de carne bovina do Brasil, devido a preocupações de saúde pública, condições sanitárias e questões de saúde animal. O USDA ressaltou que nenhum dos lotes rejeitados entrou no mercado norte-americano.

O governo brasileiro já tinha anunciado na terça-feira a suspensão das exportações da proteína animal de cinco frigoríficos brasileiros para os EUA. A decisão anunciada hoje pelo USDA se sobrepõe à decisão do governo brasileiro.

“Garantir a segurança da oferta de alimentos de nossa nação é uma de nossas missões cruciais, e nos a levamos muito a sério”, disse Perdue em comunicado. “Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que fazemos no USDA, e o Brasil seja um antigo parceiro, minha maior prioridade é proteger os consumidores americanos. É isso que fizemos ao proibir a importação de carne bovina in natura do Brasil.”

*Estado de Minas

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O homem foi preso na noite dessa quarta-feira em Sete Lagoas, na Regão Central de Minas Gerais. Sete mulheres procuraram a delegacia para relatar agressões

O empresário Luciano Sousa Fonseca, de 41 anos, acusado de agredir ao menos sete ex-namoradas já está atrás das grades. O homem foi preso na noite de quarta-feira em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, horas depois de a Justiça ter autorizado a prisão preventiva dele. Vítimas relataram que chegaram a apanhar com espetos de churrasco e com celulares, além de levar socos e tapas no rosto. Ao ser apresentado na tarde desta quinta-feira ele negou as acusações.

As investigações contra o empresário do ramo de dedetização começaram em 2012, quando foi feita a primeira denúncia de agressão. De lá para cá, ao menos outras seis mulheres foram vítimas do homem. Segundo a Polícia Civil, ele aproveitava de sua boa situação financeira  para atrair as mulheres, cativando-as com presentes e jantares em restaurantes caros.

A prisão preventiva dele foi pedida e decretada nessa quarta-feira depois que uma das mulheres, uma secretária de 33 anos, contou que ficou em cárcere privado na casa dela por quase quatro dias, entre 12 e 15, na semana passada, quando foi agredida física e psicologicamente pelo empresário. Relatou, ainda, que foi obrigada a manter relações sexuais com ele. No dia 18, domingo, ainda com marcas das agressões no rosto e braço, ela fez um desabafo nas redes sociais. Em 5 e 6 de maio, ela tinha passado por situação semelhante na casa dele, mas não o denunciou na ocasião.

O empresário foi encontrado por volta das 23h em Sete Lagoas. “A equipe especializada de Atendimento à Mulher recebeu informações ao longo do inquérito e conseguiu localizá-lo. O agressor estava em companhia de outra mulher”, explicou a delegada Ana Paula Lamego Balbino, responsável pelo caso.

Nesta quinta-feira, o homem prestou depoimento e não quis dar muitas informações sobre os casos. “A todo momento, tentava justificar as acusações que lhe eram feitas”, comentou a delegada. Ao ser apresentado à imprensa e questionado sobre as agressões, o empresário negou todas elas.

Com a apresentação do homem, a polícia acredita que novas vítimas vão surgir. Já são sete inquéritos abertos pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) contra ele. “Depois da divulgação do caso, uma mulher nos procurou ontem (quarta-feira) para denunciar uma nova agressão. Já são sete no total. Acreditamos haja outras vítimas”, afirmou a delegada.

De acordo com a delegada, as vítimas contaram várias formas de agressões cometidas pelo empresário. “Tivemos relatos de agressões com espeto de churrasco, socos, murros, com aparelhos celulares e até com gelo. Geralmente ele começava o relacionamento e nos dois primeiros meses tratava as mulheres gentilmente. Após esse período, vinham as brigas e as discussões por ciúmes. Ele tratava as vítimas de forma cruel e praticava atos de tortura psicológica e moral, além de cárcere privado. Até violência sexual foi cometida, segundos as vítimas”, conta Ana Paula.

RB

*Estado de Minas

 

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Trânsito no local foi interditado nos dois sentidos; na lista, há pelo menos 22 feridos

Um acidente entre uma carreta, um ônibus e duas ambulâncias deixou vários mortos e feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari, no Espírito Santo, próximo a um posto de combustíveis. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo menos 21 mortes já foram confirmadas e 22 feridos. As colisões aconteceram no início da manhã desta quinta-feira. 
As informações iniciais da PRF são de que uma carreta carregada de rochas que seguia para o município de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, invadiu a contramão e atingiu de frente um ônibus com passageiros que voltava de São Paulo para Vitória. Atrás ainda estavam duas ambulâncias dos municípios de Jerônimo Monteiro e Alfredo Chaves. Algumas vítimas foram arremessadas para fora dos veículos e outras, carbonizadas. Segundo a assessoria de imprensa da Águia Branca, o ônibus transportava 31 passageiros. O motorista foi socorrido com vida.

No local, policiais ainda estão trabalhando na remoção de vítimas e o encaminhamento delas para hospitais da região. A PRF ainda não divulgou o total de feridos no acidente. “Estamos preocupados primeiramente em resgatar essas pessoas e identificar os mortos no local. Após isso, vamos recolher os dados dessas pessoas. Foi uma fatalidade”, afirmou o superintendente da PRF no Espírito Santo, Wyllis Lyra.
Nas proximidades do acidente, foram vistas muitas ambulâncias, equipes de policiais civis e militares, além de muitos curiosos. O trânsito no local foi interditado nos dois sentidos e não há previsão de quando a pista será liberada.
*Estado de Minas
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O presidente Michel Temer afirmou, em entrevista exclusiva à agência de notícias russa Tass, que o Brasil pode comprar 12 helicópteros militares russos. Temer comentou que o assunto é discutido pelos ministros da Defesa das duas nações.

O líder brasileiro concedeu a entrevista, publicada no site da agência na noite de ontem, durante sua visita à Rússia nesta semana. “Nós temos um acordo de cooperação na esfera da defesa onde a Rússia pode nos oferecer muito”, disse Temer. Também afirmou que discutiu com o presidente russo, Vladimir Putin, a possibilidade de se lançar satélites artificiais conjuntos dos dois países. “É certo que temos certas restrições orçamentárias, mas há um interesse considerável”, afirmou ele à agência Tass.
Temer disse que discutiu com Putin o fornecimento de produtos agropecuários ao mercado russo. O presidente lembrou que houve uma queda no comércio bilateral no ano passado, mas que neste ano ele voltou a aumentar. “Portanto, nossos laços comerciais estão aumentando”, avaliou.

O presidente do Brasil disse que se encontrará com Putin novamente em Hamburgo, num intervalo do encontro do G-20 em Hamburgo, e também em uma reunião do grupo dos BRICS na China. Segundo a agência Tass, Putin pretende visitar o Brasil no futuro, após receber convite de Temer, mas isso não deve ocorrer ainda neste ano.

Estado de Minas

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O Planalto reagiu nessa quarta-feira, 21, à derrota na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado ao exonerar dois indicados do senador Hélio José (PMDB-DF) de órgãos ligados ao Executivo.

O peemedebista foi um dos três senadores da base que ajudaram a derrubar, anteontem, relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) a favor da reforma. Além disso, o governo está fazendo mapeamento de outros cargos ligados ao senador – mais um deve ser exonerado hoje. Os outros dois parlamentares que votaram contra foram o tucano Eduardo Amorim (SE) e Otto Alencar (PSD-BA).

A retaliação foi interpretada por alguns senadores como uma forma de o governo tentar conter uma possível debandada de aliados em um momento em que o presidente Michel Temer atravessa grave crise política. Embora governistas tenham minimizado a derrota na comissão, o resultado da votação mostrou que há divisões na base aliada. Um dos pontos de preocupação está na relação com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), que tem adotado discurso contrário às reformas e influenciado as dissidências. A “traição” de Hélio José, por exemplo, é atribuída a Renan.

Renan

O senador do DF havia dito a governistas que não participaria da sessão até o dia anterior, alegando sentir dores na coluna. No dia da votação, porém, apareceu “escoltado” por Renan. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), queria que Hélio José fosse substituído pelo seu suplente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), favorável à reforma.

Renan evitou falar da sua participação na derrota governista e cobrou mais diálogo do Planalto com a base. “O resultado significa que o Parlamento está dividido. Seria a hora de o governo chamar todo mundo para discutir mudanças na medida provisória que trata da reforma.”

Ontem, porém, o próprio Hélio José admitiu a influência do líder da bancada. “O Renan tem uma posição que é claro que influencia”, disse.

Após perder os cargos na Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e na Superintendência do Distrito Federal da Secretaria de Patrimônio da União (SPU-DF), Hélio José cobrou a renúncia de Temer. “Nós não podemos permitir que o governo transforme votações em balcão de negócios. Esse governo está podre. Esse governo corrupto tinha de ter vergonha na cara e renunciar”, disse.

A estratégia de retaliar aliados já havia sido adotada com o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), no fim de maio, após ele adotar discurso contrário à reforma. O Planalto exonerou à época sua indicada para a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Tucanos

Outra relação conflituosa tem sido mantida com o PSDB, que tem cinco ministérios. Mesmo com a decisão da Executiva tucana de permanecer na base, a aliança voltou a ficar estremecida após o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) culpar o partido pela derrota na comissão. O Planalto ainda não decidiu o que fará com o PSDB, mas a ordem por enquanto é tentar minimizar o desgaste.

O atrito provocado pela derrota na CAS reforçou os argumentos de tucanos insatisfeitos. “Quando o governo ganha dizem que Temer mostra força, quando perde colocam a culpa no PSDB. Até quando o PSDB vai aceitar ser a Geni de Temer?”, disse o deputado Daniel Coelho (PE), um dos “cabeças pretas” da Câmara, ala que defende que a sigla entregue seus cargos na gestão peemedebista.

Insatisfação

Mesmo entre os caciques tucanos o sentimento era de insatisfação. A avaliação de alguns parlamentares é de que foi o presidente que errou ao levar o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), e o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) para acompanhá-lo na Rússia. “O governo levou todo mundo para Moscou e esqueceu da votação”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino da sigla.

A declaração de Moreira incomodou até mesmo Jucá, demonstrando falta de alinhamento entre os principais articuladores políticos de Temer.

Outra leitura sobre o episódio é que, diante da crise no governo, os parlamentares do Nordeste estão desconfortáveis em votar a favor da reforma. Isto porque Temer tem os piores índices de aprovação na região.

Estado de Minas

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