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09 06

Chutes errados, poucos gols: a inoperância ofensiva do Cruzeiro em números

Time de Mano Menezes tem um dos piores ataques do Brasileirão

A inoperância do ataque do Cruzeiro se comprova nos números. A Raposa marcou apenas três gols neste início de Campeonato Brasileiro, o terceiro pior rendimento ofensivo ao lado do Botafogo, melhor apenas que Avaí e Vitória.

Outras marcas negativas demonstram a falta de ambição em gol do time. Com a derrota para o Bahia, por 1 a 0, nessa quinta-feira, o Cruzeiro completou 10 partidas consecutivas sem marcar mais de um gol por jogo.

A última vez que a Raposa marcou dois gols ou mais foi na partida contra o América, pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro, no dia 23 de abril. A vitória por 2 a 0 assegurou o time de Mano Menezes na decisão do Estadual.

Em jogos oficiais nesta temporada, o Cruzeiro venceu apenas três jogos marcando três gols ou mais: 4 a 0 no Tupi, pelo Campeonato Mineiro, 6 a 0 no São Francisco-PA, pela Copa do Brasil, e 3 a 0 no Murici-AL, também pela Copa do Brasil.

O fraco desempenho ofensivo no Campeonato Brasileiro passa pela mira dos jogadores celestes, que está desajustada. O time de Mano Menezes precisa chutar 19 vezes no gol para balançar as redes, segundo dados do programa Redação Sportv. A média celeste é uma das piores do torneio.

O Cruzeiro é o sétimo time que mais finaliza errado, de acordo com números do Footstats. São 40 chutes sem direção em cinco rodadas. Rafael Marques lidera a estatística, com oito finalizações distantes da meta adversária.  Por outro lado, Corinthians e Grêmio, que disputam a parte de cima da tabela, erram menos: 27 chutes equivocados dos gaúchos e 31, dos paulistas.

Escalações contestadas

O técnico Mano Menezes, em várias entrevistas, deixou claro que pretende jogar com um ataque de mais mobilidade. Dessa forma, o atacante Rafael Sobis ganhou a condição de titular na função de centroavante – hoje, ele está fora de combate, recuperando-se de lesão. O time começou o ano bem, vencendo, inclusive, dois clássico contra o Atlético: 1 a 0 pela Primeira Liga e 2 a 1 pela fase inicial do Campeonato Mineiro.

Nos momentos decisivos, contudo, o setor ofensivo não rendeu o esperado. Nas finais do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro marcou um gol nos dois jogos. Quando foi mandante no Mineirão, no primeiro jogo da decisão, não conseguiu furar a retranca do Atlético. No Independência, balançou as redes  uma vez, mas levou dois gols. Ficou sem a taça.

Na Copa do Brasil, passou sufoco nas eliminatórias contra São Paulo e Chapecoense. Contra o time  paulista, a Raposa fez um jogo inteligente no Morumbi e venceu por 2 a 0, gols de Hudson e Lucas Pratto, contra. Na volta, no Mineirão, perdeu por 2 a 1. Diante da Chapecoense, placar mínimo no jogo de ida (1 a 0), gol de Raniel. O jogo decisivo ficou 0 a 0.

Parte da torcida demonstra insatisfação com o esquema do técnico Mano Menezes, que prefere jogar sem um atacante fixo. Com isso, o atacante Ramón Ábila, uma das transações mais caras da história do Cruzeiro, tem sido pouco utilizado. A chegada de Sassá, do Botafogo, pode ser importante para corrigir os erros e dar mais uma opção para Mano.

*Estado de Minas

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